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O Centro de Projetos e Desenvolvimento do Gripen

O Centro de Projetos e Desenvolvimento do Gripen  (do inglês, Gripen Design and Development Network - GDDN) é um hub de transferência de tecnologia, que está localizado na planta da Embraer em Gavião Peixoto, uma pequena cidade do estado de São Paulo com pouco mais de quatro mil habitantes.

Com aproximadamente um milhão de horas de atividades de transferência de tecnologia em desenvolvimento, produção, ensaios e suporte logístico, Embraer é a principal parceira da Saab no Brasil para o programa do Gripen de nova geração.

Os profissionais que estão na Suécia também vivem um processo intenso de imersão. "Passamos uma semana inteira dentro dos simuladores, a fim de compreender como o sistema do Gripen funciona, e também pudemos sentir como esses sistemas operam, como, por exemplo, o capacete. Ele tem um visor que mantém as informações na viseira do piloto. Se tiver algum alvo designado, ao olhar para o lado, o capacete aponta para ele a sua localização", explica o engenheiro Antônio Fontoura. Todo esse empenho é para ampliar a versatilidade do Gripen com o propósito de fazer com que ele responda da melhor forma aos interesses da FAB.

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O GDDN foi implantado com a missão de ser o eixo central de grande parte do desenvolvimento tecnológico do novo caça do Brasil pela Saab e pela Embraer, junto a outras empresas e instituições brasileiras parceiras, como AEL Sistemas e Atech.

O Centro de Projetos e Desenvolvimento do Gripen (do inglês, Gripen Design and Development Network - GDDN) é considerado o ponto de integração de empresas, partes governamentais e parceiros envolvidos no programa, além é claro, da própria Saab. Fundado em novembro de 2016, o GDDN conta hoje com os trabalhos de brasileiros e suecos.

O objetivo é que o GDDN possa apoiar, nas áreas de engenharia, trabalhos de ensaios e testes, integração e modernizações, além de atuar no desenvolvimento de softwares de evoluções do Gripen em termos mundiais.

É para o GDDN que vai a maior parte dos técnicos e engenheiros das várias empresas participantes do programa, após receberem o treinamento na Suécia. A estrutura possui centros de engenharia, simuladores – como o S-Rig, ferramentas de desenvolvimento e engenharia, entre outros recursos.

O ambiente é integrado virtualmente entre os dois países e com segurança de dados e informações.

"Esse tipo de experiência agrega positivamente à carreira de todos os envolvidos por conta da interação com outros profissionais de culturas diferentes. A conexão direta com a Suécia nos permite um fluxo mais fácil de tomada de decisão e prosseguimento na concretização e desenvolvimento do Gripen. Isso não tem preço, pois se trata de uma oportunidade única de participar do ciclo de desenvolvimento de um caça para o Brasil", diz Felipe Langellotti Silva, engenheiro de desenvolvimento de produtos da Embraer.

Gripen F

Além do desenvolvimento do Gripen E (monoposto), a maior parte do desenvolvimento do Gripen F (biposto) está sendo feita no GDDN por engenheiros brasileiros, com o suporte da Saab. Inicialmente, o Gripen F está sendo desenvolvido exclusivamente para a Força Aérea Brasileira e, dos 36 caças adquiridos pelo Brasil, oito serão bipostos.

O Centro de Ensaios em Voo do Gripen

Na Embraer, ficará sediado o Centro de Ensaios em Voo do Gripen (Gripen Flight Test Centre, GFTC) uma estrutura que também faz parte da transferência de tecnologia e cuja inauguração é prevista para o final de 2020.

A Saab designou um time de 20 funcionários que será o responsável pela padronização de todos os procedimentos de ensaios em voo, permitindo o ganho de eficiência e agilidade na captação e compartilhamento das informações entre os países.

O GFTC terá estrutura para captar em tempo real as informações de telemetria dos voos, de maneira criptografada, para que posteriormente os dados sejam analisados por pilotos, técnicos e engenheiros envolvidos na campanha de testes realizada pelo Brasil e pela Suécia.

Em 2020, no departamento de ensaios em voo da Saab Aeronautics, ocorreu o primeiro ensaio conduzido por uma equipe de engenheiros brasileiros da Embraer, num voo de quase duas horas de duração para testar o Head-up Display (HUD) e o novo radar altímetro, beneficiando o programa como um todo, tanto para o Brasil quanto para a Suécia. A partir do final de 2020, as equipes estarão prontas para conduzir testes dos sistemas táticos no GFTC.

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S-Rig

Em novembro de 2019, o S-Rig, abreviação de Systems-Rig, o primeiro simulador de desenvolvimento do Gripen fora da Suécia, foi inaugurado no GDDN. O S-Rig é usado para testes de desenvolvimento e integração do Gripen, além da verificação de sistemas e subsistemas. O S-Rig também dará suporte às atividades do Centro de Ensaios em Voo do Gripen.