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Logística facilita a vinda das aeronaves pelo Sul do país

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Os dois novos caças Gripen E chegaram pelo Porto de Navegantes, em Santa Catarina. A logística seguiu o rito semelhante à vinda do primeiro caça sueco ao Brasil, em setembro de 2020. Uma das razões desta escolha é a proximidade do porto ao aeroporto internacional da cidade, que fica a cerca de 2,5 km do local.

Para que a operação ocorresse de acordo com o planejado uma equipe da Saab responsável pela logística da entrega veio em outubro de 2021 ao Brasil. A tarefa foi verificar a área para conferir os requisitos da operação no porto e no hangar onde as aeronaves ficariam até terem condições de voo para Gavião Peixoto.

“Quando fazemos uma operação como essa no exterior, precisamos preparar equipamentos, pessoal e seguir as regulamentações locais, que são diferentes da Suécia”, explicou Anders Nilsson, gerente de projetos na Saab. Segundo ele, outro desafio é alinhar os diferentes atores à operação que precisa ser realizada em um curto período de tempo.

A fase de entrega dos caças envolve ainda cuidados com a aeronave durante o transporte. Nos 23 dias em que os caças ficaram a bordo da embarcação, dois técnicos de aeronaves da Saab, Veine Oskarsson e Anders Gustafsson, acompanharam toda a operação, incluindo a saída de Norrköping, na Suécia. Os funcionários tinham a missão de checar as aeronaves ao longo do dia para medir a temperatura e a umidade do contêiner por causa da vibração do navio.

“Foi minha primeira vez em uma missão como essa. Tivemos quatro dias de mau tempo, mas, felizmente, tudo deu certo e eu não fiquei enjoado. No Oceano Atlântico, o wi-fi era péssimo. No geral, a missão teve longos dias de leitura e pude assistir a filmes e treinar um pouco também. Era algo para tirar da minha lista de desejos. Faria tudo novamente”, contou Oskarsson.

Enquanto as equipes técnica e logística cuidavam da entrega da aeronave, os dois pilotos da FAB, que conduziram os caças, juntamente com a equipe de solo em Santa Catarina, realizaram todos os preparativos para a viagem de Navegantes a Gavião Peixoto. O primeiro passo foi fazer um planejamento minucioso do percurso e uma seleção de outras alternativas em caso de emergência.

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Tenente-Coronel Aviador Cristiano de Oliveira Peres, o piloto de teste da FAB que voou a aeronave Gripen

“Nessa etapa, também calculamos a quantidade de combustível necessária para concluirmos a missão. Feito isso, inserimos esse planejamento no simulador, onde pude voá-lo e simular algumas emergências que poderiam ocorrer no translado”, afirmou o Tenente-Coronel Aviador Cristiano de Oliveira Peres.