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Novos caças Gripen E chegam ao Brasil

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Era uma quarta-feira. Mais precisamente dia 6 de abril de 2022. A temperatura estava amena em Navegantes (SC) e registrava 24 graus. As nuvens encobriam o sol após uma breve garoa. Às 15h08, os dois primeiros caças Gripen E de produção em série decolaram do Aeroporto Internacional da cidade catarinense com destino ao Centro de Ensaio em Voo do Gripen (GFTC, da sigla em inglês), em Gavião Peixoto (SP), na planta da Embraer.

As aeronaves levantaram voo com uma diferença de apenas 10 segundos, e cerca de 50 minutos depois, chegavam ao seu destino, no interior paulista. Em Gavião Peixoto, o céu estava azul e apresentava o habitual calor escaldante. A operação foi conduzida pelos pilotos de teste da Força Aérea Brasileira (FAB), o Tenente-Coronel Aviador Cristiano de Oliveira Peres e o Major Aviador Abdon de Rezende Vasconcelos.

Antes dos voos inaugurais, foram 23 dias a bordo do navio holandês Marsgracht. E, para a decolagem perfeita, as aeronaves receberam a instalação de alguns itens, como os assentos ejetáveis e as rodas do trem de pouso principal. Também passaram por uma série de verificações em solo para assegurar que todos os sistemas estavam operando adequadamente após a longa viagem. Reuniões de briefing entre o Marcus Wandt, piloto de testes chefe da Saab, e os pilotos brasileiros foram necessários para ajustar os detalhes do voo. Ao final, foi uma jornada bem-sucedida, da decolagem à aterrissagem.

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“A chegada das aeronaves é resultado de um projeto que, desde o início, buscou o incremento de nossas capacidades dissuasórias, ao mesmo tempo em que tinha o objetivo de ser um estímulo à pesquisa e ao desenvolvimento industrial do Brasil. Temos agora uma aeronave multimissão que chega no estado da arte e será o principal vetor para a garantia da soberania do espaço aéreo brasileiro”, disse o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Carlos de Almeida Baptista Junior.

As aeronaves, que serão transferidas para Anápolis para as etapas finais de entrega, permanecerão no GFTC até a obtenção do Certificado de Tipo Militar, concedida pelo Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI), organização subordinada ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), e pela Inspetoria de Segurança da Aviação Militar (FLYGI), autoridade militar de aeronavegabilidade da Suécia.

“O Brasil participa ativamente do desenvolvimento, da campanha de ensaios em voo e da produção dos caças, como parte do amplo pacote de transferência de tecnologia para a indústria de defesa brasileira. A chegada das duas aeronaves de produção em série é resultado dessa grande colaboração”, afirmou Jonas Hjelm, vice-presidente sênior e head da unidade de negócios Aeronautics da Saab.